Sunday, May 22, 2011

Explicando a Histeria

A histeria foi a principal doença estudada por Freud e e acabou dando origem a Psicanálise.

A histeria pode ser dividida em duas manifestações fundamentais, a histeria conversiva e a histeria dissociativa. 

Freud explica a histeria conversiva da seguinte maneira: Na histeria conversiva haveria um conflito inconsciente que não consegue emergir para o consciente por mecanismos repressivos da própria mente, mas que contém uma energia que precisa se manifestar e acaba eclodindo como um sintoma físico que mantém uma relação simbólica com o conflito. Explicando de forma prática:  Imagine que você tem ódio de seu pai, por qualquer motivo e imagine também que você recebeu uma educação super rígida onde o que se ensinou que é muito negativo ter ódio. Você sente culpa por estes sentimentos e acha que não pode mostra-los, ao mesmo tempo em que seu ódio por seu pai vai aumentado, e você sente (embora não tenha consciência) que deseja dar um soco nele. De repente pinta o sintoma histérico conversivo, uma paralisia do braço, não conseguindo mexe-lo e portanto não podendo concretizar o seu desejo proibido inconsciente.  E ela pode se manifestar em qualquer parte do corpo (cegueira histérica, surdez, mudez, paralisias, parestesias, anestesias, dores de cabeça e qualquer outro sintoma que não encontre razões orgânicas e nos laboratórios que o justifiquem). 

Uma outra maneira de entender o sintoma histérico é saber que as pessoas ansiosas sentem com muita intensidade os estímulos que acontecem ao seu redor . Esta intensidade faz com que elas não consigam decifrar ou elaborar o que esta ocorrendo, o que faz a sua ansiedade aumente a níveis muito altos, tensionando ou perturbando funcionalmente a operação de órgãos que de alguma maneira esteja relacionado com o Sistema Nervoso Central, e só quando a tensão ou ansiedade cede é que o sintoma desapareceria. Na histeria dissociativa , o estímulo é sentido de forma tão intensa que quebra a funcionalidade da própria mente, descoordenando-a e levando a pessoa a atos dissociados da realidade que a cercam por mais ou menos tempo. Explicando de forma pratica:  a mocinha que sobe na cadeira e grita desesperada por que viu uma barata. Eis ai uma típica reação histérica dissociativa.
A barata é sentida como um estímulo intensíssimo, assustador, além de extremamente nojento e asqueroso, e imediatamente surge a dissociação. Um monte de atitudes desconexas, que não resolvem a situação e que mesmo assim a pessoa não consegue impedir. As vezes estas dissociações são tão fortes que a pessoa entra em estados transitórios de loucura, as vezes desmaiam e por ai vai. 

Entre os sintomas clássicos das manifestações histéricas encontravam-se: sensação de sufocação, tosse , acessos dramáticos, paralisia dos membros, desmaios, incapacidades repentinas de falar, perda de audição, esquecimento de língua materna, vômitos persistentes e incapacidade de ingerir alimentos.

A "grande vantagem "da histeria é que a pessoa assume o papel da vitima indefesa perante a situação, necessitando da dó e da complacência dos outros que a ajudarão a superar as dificuldades, o grande mal da histeria é que a pessoa vai incorporando este sentimento de fragilidade interior que faz com que a pessoa vá se sentindo cada vez mais fraca até despencar em estado de depressão, ou sabendo que recebe atenção e não tem que enfrentar o que lhe é desagradável incorpora no seu dia a dia os sintomas e faz uso deles para extair dos outros o que lhe convêm, de forma mais ou menos conciente.

O tratamento da histeria é o da psicoterapia, nestes casos, embora as medicações possam ajudar de forma alguma são essenciais no tratamento. A pessoa terá que aprender os seus sentimentos e suas simbologias correspondentes e aprender a lidar com eles de forma coordenada.

Minha mãe é histérica!!!

Isso mesmo, minha mãe é histérica, mas não daquela histeria de gritar, chingar, bater o pé, é histera de doença mesmo.
Estou postando uma descrição do que é histeria, suas formas e a origem do termo, para todos poderem checar e ver se sua santa mãezinha é histérica ou só exagera um pouco, ás vezes.
Espero de coração, para o bem de  vocês e da sanidade mundal que ela só seja exagerada.

Porque, meus amigos, não é fácil ser filho de gente com problemas mentais, principalmente quando estes problemas podem ficar encobertos por anos e você vai recebendo referências de mundo totalmente louca e precisa de ajuda para descobrir que você é normal, saudável, bom e principalmente amado pelas outras pessoas.

Começo este blog para dividir com vocês minhas experiências e descobertas a respeito de ser filho de alguém com a mente meio perturbada.

Busco assim ajudar pessoas que enfrentam o mesmo problema para que elas saibam que não estão sozinhas, ajudar pessoas que sofrem sem saber que o problema é o outro, mas não um outro qualquer, mas sim aquela que deveria nos amar, proteger e torcer por nós, a nossa mãe e, principalmente dizer a vocês que há sim como viver bem, ser feliz e seguir em frente apesar dessa ... digamos ... circunstância.

Um beijo grande e nos próximos posts começo a contar minha história.
L.